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CIEE/MG REALIZA EVENTO SOBRE OS DESAFIOS DO USO DA IA NA EDUCAÇÃO E NO TRABALHO

TALKS EDUCAÇÃO E TRABALHO REÚNE EMPRESÁRIOS, GESTORES E LÍDERES PARA UM DIÁLOGO SOBRE OS DESAFIOS DO USO DA IA NA EDUCAÇÃO E NO TRABALHO

* Alexandre Cézar de Oliveira Melo

No dia 20 de agosto, o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) realizou, na sede administrativa da instituição em Belo Horizonte, o evento TALKS Educação e Trabalho que colocou em discussão o tema: “Os desafios do uso da Inteligência Artificial na Educação e no Trabalho”.

CRÉDITO: Thiago Silva – SECOM – CIEE/MG | LEGENDA: Luís Cordeiro, Sabrina Oliveira e Felipe Ursine, painelistas do TALKS Educação e Trabalho.

O evento faz parte de um cronograma de ações alusivas à Semana do Estagiário, em virtude do Dia do Estagiário, celebrado em 18 de Agosto e que, neste ano, acontece diante de um cenário de grandes transformações. Novas tecnologias surgem, profissões se transformam e novas competências passam a ser exigidas e com o TALKS Educação e Trabalho, o CIEE/MG promove a possibilidade do diálogo para tornar mais leve o desafio de preparar pessoas e organizações para um futuro repleto de incertezas e que envolve toda a sociedade.

Na programação, quatro painelistas abordaram questões relevantes para os dias atuais, atraindo representantes de empresas e instituições de ensino, profissionais de Gestão, Recursos Humanos, Tecnologia, Direito e Educação, em torno de temas estratégicos.

No primeiro painel, Francis Aquino, atual COO do Órbi ICT e presidente do Conselho Empresarial de Inovação e Indústria Criativa da ACMinas, falou sobre “A liderança do futuro e o futuro da liderança”. Utiizando a própria trajetória profissional como pano de fundo, provocou os participantes sobre a necessidade constante de fazer uma análise da jornada, indicando e atualizando os momentos mais marcantes e quais os resultados alcançados. Alertou que com o advento da IA, problemas complexos demandam de experimentar novas formas com consciência.

CRÉDITO: Thiago Silva – SECOM – CIEE/MG | LEGENDA: Francis Aquino fala sobre Liderança e Futuro.

A professora Sabrina Oliveira, Administradora e doutora em Ciências da Computação, abordou a IA Generativa. De acordo com a painelista, “ao abordarmos este importante tema, pela primeira vez na história, a inteligência também pode vir da tecnologia, não só de quem a opera. Portanto, o conhecimento dos modelos que estão por dentro tem relevância maior do que o domínio das ferramentas que o embalam”, destacou.

Sabrina acrescenta que a IA criou uma bifurcação de dois mercados de trabalho que já coexistem. No trabalho personalizado, a IA eleva o patamar com: 1) mais julgamento e especialização; 2) novas tarefas de alto valor; 3) crescimento de vagas 2x mais rápido; e 4) crescimento salarial 42% maior. No trabalho democratizado, a IA reduz a barreira técnica, onde: 1) mais pessoas executam tarefas antes especializadas;. 2) a ferramenta amplia acesso e velocidade; 3) o diferencial migra para o contexto, relacionamento e decisão; e 4) sem formação, a polarização aumenta.

CRÉDITO: Thiago Silva – SECOM – CIEE/MG | LEGENDA: Sabrina Oliveira aborda a IA Generativa.

O advogado e mestre em Direito Empresarial, Luíz Felipe de Freitas Cordeiro, dissertou sobre “Educação e Trabalho: como a IA está transformando a Educação, o Mercado de Trabalho, e o Desenvolvimento das Pessoas”. De acordo com o painelista, devemos dar atenção às relações do nosso dia a dia que envolvem consumidores, empresas e desenvolvedores, pois quando a IA falha, a responsabilidade e o ônus recairão sobre um deles. “Guardem essa tese, porque ela vai reaparecer em todas as reuniões de vocês nos próximos anos, com outras palavras: ‘a IA que decidiu’, ‘o sistema que recusou’, ‘o algoritmo que classificou’. Nenhuma dessas frases é uma defesa. A inteligência artificial não tem CPF, não tem CNPJ e não tem patrimônio. Ela não responde por nada”, ressaltou.

CRÉDITO: Thiago Silva – SECOM – CIEE/MG | LEGENDA: Luíz Cordeiro destaca as transformações da IA na educação, no trabalho e nas pessoas.

Felipe Ursine, especialista em Tecnologia, fundador e CEO da Interede, apresentou “As 7 Regras para uma empresa AI-First. O painelista conta que na década de 90 estávamos vivendo a Era da Informação e a nossa realidade atual, AI-Frists, estava ainda na nossa imaginação. Nos dias de hoje, alguns entendem que o maior gargalo da IA é a tecnologia, mas Felipe adverte que “a Tecnologia nunca substitui o conhecimento inexistente” e que “treinamento, validação e governança são requisitos absolutos”.

Regras de uma empresa AI-First: 1) Tratar a IA como seu mais novo colaborador humano; 2) Não existe ‘babá’ para a IA; 3) O Mindset AI-Frist inverte as perguntas; 4) Escolher o ponto de partida correto para iniciar a automação; 5) O progresso é que leva à perfeição; 6) Estabelecer a governança do conhecimento; e 7) Adotar o Mindset AI-First, pois não é a IA que transforma as empresas, mas sim as metodologias.

CRÉDITO: Thiago Silva – SECOM – CIEE/MG | LEGENDA: Felipe Ursine e as 7 Regras para uma empresa AI-First.

O CEO do CIEE/MG, Kleber de Castro Colomarte, agradeceu a presença de todos os convidados, painelistas, empresas, profissionais e instituições que participaram do TALKS Educação e Trabalho, convidando-os para um Happy Hour que se transformou em uma oportunidade singular de conversas, troca de experiências, compartilhamento de contatos, conexões e parcerias.

CRÉDITO: Thiago Silva – SECOM – CIEE/MG | LEGENDA: Kleber Colomarte, Luíz Felipe Cordeiro, Sabrina Oliveira, Felipe Ursine e Francis Aquino.

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